Vez ou
outra, essa questão vem à tona. Profissões que – num passado não tão remoto – eram
fundamentais e privilegiadas foram tragadas pela informatização ou pela mudança
de comportamento. Mas a função do professor jamais será extinta. Entretanto,
essa certeza pode ser abalada pela tecnologia e pelo autodidatismo.
De fato,
os avanços tecnológicos suprimiram algumas profissões e diminuíram a
importância de outras. Nesse último caso, temos como exemplo os bancários que
paulatinamente foram trocados pelas máquinas. Mas existem os sobreviventes do
processo de automação comprovando que jamais a tecnologia substituirá
definitivamente a mão de obra humana no sistema financeiro.
O que já
é um fato entre setores como o bancário, vem sendo discutido no ambiente
educacional. A tecnologia substituirá o professor?
É
evidente que não. A máquina não ensina, mas sim, auxilia. Ela é um cabedal de
informação, porém é abitolada em termos de sabedoria. Inevitavelmente, o que
irá ocorrer é a diminuição da importância desse profissional, como já está
acontecendo nos cursos à distância.
Tais cursos
estão colaborando para a democratização do conhecimento acadêmico e técnico.
Contudo, não leva em conta a necessidade da presença física do professor como
mediador de discursos temáticos.
No ensino
à distância, há um professor lecionando para milhares de alunos ao mesmo tempo com o
auxílio de uma câmera. E as dúvidas são suprimidas por correio eletrônico.
Esse
aspecto retoma uma questão antiga: é possível alguém aprender sozinho? Quem se
debruça em livros sem ter a companhia de colegas e a mediação de professores
são pessoas motivadas, guerreiras e com gana para vencer na vida. Conquistam o
próprio espaço sem esperar pela sorte.
Entretanto,
o que poucos consideram é que até no autodidatismo, o aprendiz não está
adquirindo conhecimento sozinho. Os livros, mediante os quais ele estuda, foram
produzidos por alguém. Desse modo, o autor é o verdadeiro condutor do
conhecimento do autodidata.
Logo, a
função de um professor “de carne e osso” jamais será extinta. Isso porque quem
quer aprender, recebe conhecimento não de um produto, mas de um ser humano, independentemente
da forma como ele se manifesta na transmissão do conteúdo.


