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Dia do Professor # O professor é substituível?

15 de outubro de 2011





        Vez ou outra, essa questão vem à tona. Profissões que – num passado não tão remoto – eram fundamentais e privilegiadas foram tragadas pela informatização ou pela mudança de comportamento. Mas a função do professor jamais será extinta. Entretanto, essa certeza pode ser abalada pela tecnologia e pelo autodidatismo.      

De fato, os avanços tecnológicos suprimiram algumas profissões e diminuíram a importância de outras. Nesse último caso, temos como exemplo os bancários que paulatinamente foram trocados pelas máquinas. Mas existem os sobreviventes do processo de automação comprovando que jamais a tecnologia substituirá definitivamente a mão de obra humana no sistema financeiro.

O que já é um fato entre setores como o bancário, vem sendo discutido no ambiente educacional. A tecnologia substituirá o professor?

É evidente que não. A máquina não ensina, mas sim, auxilia. Ela é um cabedal de informação, porém é abitolada em termos de sabedoria. Inevitavelmente, o que irá ocorrer é a diminuição da importância desse profissional, como já está acontecendo nos cursos à distância.

Tais cursos estão colaborando para a democratização do conhecimento acadêmico e técnico. Contudo, não leva em conta a necessidade da presença física do professor como mediador de discursos temáticos.

No ensino à distância, há um professor lecionando para milhares de alunos ao mesmo tempo com o auxílio de uma câmera. E as dúvidas são suprimidas por correio eletrônico.

Esse aspecto retoma uma questão antiga: é possível alguém aprender sozinho? Quem se debruça em livros sem ter a companhia de colegas e a mediação de professores são pessoas motivadas, guerreiras e com gana para vencer na vida. Conquistam o próprio espaço sem esperar pela sorte.

Entretanto, o que poucos consideram é que até no autodidatismo, o aprendiz não está adquirindo conhecimento sozinho. Os livros, mediante os quais ele estuda, foram produzidos por alguém. Desse modo, o autor é o verdadeiro condutor do conhecimento do autodidata.

Logo, a função de um professor “de carne e osso” jamais será extinta. Isso porque quem quer aprender, recebe conhecimento não de um produto, mas de um ser humano, independentemente da forma como ele se manifesta na transmissão do conteúdo.